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terça-feira, 10 de julho de 2012

BELEZA E SIMPLICIDADE MARCAM A VIDA DE MORADORES DO CERRADO


Cerrado do Maranhão e Tocantins inspira tranquilidade a sertanejos. Longe de grandes cidades, comunidades sobrevivem de plantio e artesanato.

Os caminhos que levam ao cerrado entre o Maranhão e o Tocantins revelam a riqueza da fauna, a beleza da vegetação e o encanto dos rios e cachoeiras. A vida simples de quem escolheu estes recantos para viver e trabalhar faz contraste com o cenário que atrai turistas do Brasil e de várias partes do mundo.

 Os vaqueiros viajam tranquilos pelas estradas de terra da Chapada das Mesas no sul do Maranhão, jornadas que duram, muitas vezes, o dia inteiro. Mas quem mora no local, não pensa em sair de lá. Os primeiros moradores chegaram a esta região do Maranhão há mais de dois séculos, vindos dos estados de Goiás, Ceará e Bahia. Foi com a chegada destas pessoas que surgiram cidades como Carolina e Riachão, porém muitas famílias preferiram fixar moradia no meio da Chapada, próximo aos riachos, onde as terras são mais férteis.

 Marinez Carvalho faz parte da segunda geração de uma família que nasceu no sertão. Ela mora em uma área de baixada, ao lado de uma pequena floresta de babaçu, tipo de vegetação que não é tão comum à região. Com a mãe, Marinez aprendeu a trabalhar como quebradeira de coco. Ela conta que chega a receber encomendas pelo azeite produzido, mas que prefere utilizá-lo somente para o gasto da família. No interior do município de Riachão, em uma casa de pau a pique, solitária na vastidão da Chapada, dona Maria das Graças conta que está acostumada com a convivência com animais selvagens, como a onça parda.

 O Parque do Jalapão, formado por uma área de 159 mil hectares e uma paisagem árida, que se mantém quase imune aos avanços da civilização, fazem com que seja difícil encontrar alguém no meio da imensidão. No Parque, há menos de um habitante por quilômetro quadrado, lugar onde é fácil ouvir o silêncio, quebrado, apenas, pelo grito das araras, ou pelo canto do sabiá. As distâncias proporcionam a observação da fauna e da flora, mas a difivuldade de acesso também limita o número de visitantes. "Este é um dos grandes redutos do Brasil onde a natureza ainda é praticamente intocada. Estamos enfrentando um problema, atualmente, de que o acesso às atrações está muito ruim e gasta-se mais horas de estrada do que de diversão. Mas esquecido o problema das estradas, a diversão é garantida", comentou o engenheiro Jadir Silva.

 Para ter contato com a população do Jalapão, vale a pena reservar um tempo para conhecer a história da Vila Mumbuca. No início do século XX, a comunidade era bastante isolada e os moradores andavam durante quatro dias para chegar à cidade mais próxima. O povoado guarda as remanescências do quilombo e os descendentes dos escravos baianos preservam a vida simples, de quem colhe o que planta longe dos avanços da tecnologia. Foi graças ao capim dourado que o turismo chegou à comunidade quilombola. Cerca de 300 associados, entre homens e mulheres, tiram o sustento das famílias do artesanato com o "ouro vegetal".
Fonte:G1/MA

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