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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

CRISE DE AUTORIDADE


A senadora Serys Shessarenko, do PT matogrossense, apresentou, em 2009, Projeto de Lei determinando o uso obrigatório da flexão de gênero, para nomear profissão ou grau, em caso de diplomas. Dilma Rousseff, então, teria de ser chamada compulsoriamente de “presidenta”, ficando interditada a expressão “presidente”.

A matéria está na Comissão de Constituição e Justiça da Casa, pronta para entrar em seu primeiro teste de votação. Indago: seria constitucional a afronta à língua portuguesa, que prevê, livremente, as duas formas?

Indago ainda: deveria ser essa uma iniciativa prioritária, se temos tantos problemas reais no Brasil, no campo da reforma política, das políticas sociais, das questões econômicas?

Por exemplo, que tal um Projeto que transforme a corrupção em crime hediondo? Ou a deliberação, sem mais delongas, da idade para alguém começar a pagar por crimes que venha a praticar?

Digamos que a iniciativa da senadora vire norma legal e, tem lei que “pega” e lei que “não pega”. Mas por absurdo que pareça, “pegue”. Como deveria referir-me a Dilma Rousseff, eu que prefiro chamá-la de presidente, seja por sonoridade, seja para ficar bem longe dos áulicos que fazem a flexão para agradar o poder do momento? Obrigar-me-iam a adotar o “presidenta”?

Está bom, então. Tenho de começar a treinar: “presidenta”, porque a senhora “demite” ministros corruptos e os substitui por gente do mesmo partido?

“Presidenta”, porque a senhora ainda tolera a presença de Carlos Lupi no seu Ministério? Mesmo sabendo das falcatruas, das mentiras, da perda de densidade política e moral do seu governo? Mesmo sabendo das ONGs de fachada que abiscoitaram milhões e milhões de reais dos cofres públicos, na pasta do Trabalho, na dos Esportes e por aí afora?

“Presidenta”, a senhora sabe que, dando sobrevida a Lupi está armando os partidos aliados, quase todos eles maiores que o PDT, para a confrontarem na hipótese de algum ministro “deles” ter de ser expurgado do Gabinete?

Sabe que está abrindo mão do direito de nomear e demitir que lhe foi conferido pelas urnas de 2010?

“Presidenta”, daqui em diante, nem pense em demitir alguém do PMDB, do PP, do próprio PT. Não dá mais para levar avante desejo assim.

Finalmente, “presidenta”, que tal investigar a fundo as denúncias que já derrubaram tantos ministros seus? A sociedade pretende que o dinheiro surrupiado seja devolvido aos cofres públicos. É pedir demais?

Arthur Virgílio é diplomata e foi líder do PSDB no Senado

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